Após a sanção da Lei dos Genéricos Veterinários, n° 12.689/2012, que define os critérios para registro e comercialização dos medicamentos genéricos veterinários e similares no País, a expectativa em torno da redução de custos foi um dos assuntos mais comentados. Na avaliação da indústria, inicialmente, os preços dos novos produtos para o tratamento de animais não deverão cair, como ocorreu com os medicamentos de uso humano.
A lei, que entra em vigor a partir de outubro, prevê uma série de exigências para o registro dos medicamentos genéricos veterinários. Além dos testes para comprovar a equivalência de efeitos em relação aos medicamentos convencionais, deverá ser mantida a obrigatoriedade de testes de resíduos, o que poderá elevar os custos de produção.
No entanto, para o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), a principal preocupação para a comercialização do medicamento genérico, nesse primeiro momento, deve ser o ganho na qualidade dos produtos. “É imprescindível definir as referências para esses novos medicamentos genéricos e similares, além de comprovar, também, a bioequivalência. Esses procedimentos poderão onerar a indústria, mas esse é o único caminho seguro para a venda e uso dos produtos de forma segura”, avalia o presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda.
Na avaliação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), os testes são importantes e vão garantir a eficiência dos medicamentos. “Os testes garantem que não exista acúmulo de resíduos de medicamentos ou vacinas, por exemplo, em produtos consumidos pelo homem, como mel, leite, queijo e carne”, afirma o diretor do Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários do Ministério da Agricultura, Fernando Silva. “Não há como flexibilizar. É uma questão de saúde publica. A indústria tem que comprovar que o produto é seguro para o consumidor e não apenas para os animais”, explicou.
O diretor acrescentou, ainda, que a redução de custos poderá ser negociada em um outro momento, com pleitos por redução tributária e fiscal. “A redução de custos não pode é ser jogada para questões que garantem qualidade e segurança para todos”, reforçou.
Fiscalização
A falta de médicos-veterinários que atuam na fiscalização também afeta o setor, que é responsável por verificar o cumprimento das regras. O presidente do CFMV alerta que o número reduzido de profissionais pode comprometer os benefícios que a nova lei traz. “Não existe fiscalização adequada nas casas que comercializam produtos veterinários. Vamos encontrar uma gama de produtos que vão de R$ 2 a R$ 200 por dose”, disse. Arruda acrescenta que pequenos laboratórios vendem produtos inadequados. “Como não tem fiscalização, os laboratórios estabelecidos que fazem os estudos exigidos são prejudicados por esses outros atravessadores”, avalia.
O MAPA afirma que há a perspectiva de concursos para o ingresso de novos médicos-veterinários, mas sem data prevista. O quadro de fiscais tem, atualmente, quase 400 vagas abertas, antes ocupadas por servidores que se aposentaram.
Fonte: Boletim Eletrônico do CFMV.
terça-feira, 31 de julho de 2012
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Dicas para passear com o cão sem ser arrastado
Todos sabemos o quanto os passeios são importantes para o cão. Neles, o cachorro gasta energia, se alivia, cheira e sociabiliza com outros companheiros da mesma espécie.
Mas, por outro lado, quem nunca passou pela experiência de tentar fazer um passeio calmo e tranquilo com seu cãozinho e de repente, ser praticamente derrubado no chão quando o peludo vê algo interessante um pouco mais à frente e sai logo puxando?
Esta é uma situação bastante comum, que pode acontecer tanto com cachorros grandes quanto com os pequenos. Mas há solução e, com treinos e disciplina, é possível tornar o passeio agradável para as pessoas e, principalmente, para os cães!
O passeio começa em casa
Antes de sair com o cão, é muito importante que todo o ritual que antecede este momento seja feito de forma calma e tranquila: pegar e colocar a guia, passar pela porta, chegar à rua. Muitos gostam da imensa excitação de seu amigo só de ver a guia ser manipulada! Mas isso não faz bem ao cão, que entra em um estágio de ansiedade que tende a se estender para o passeio na rua...
Por isso, tudo deve ser feito devagar, em tom de voz baixo e calmo. Se o cão se agitar, é importante parar tudo, largar a guia e só retomar as providências para sair quando ele estiver bem tranquilo.
No início, este treino pode parecer impossível, especialmente para cachorros já muito adaptados a tamanha “bagunça” na hora da saída para o passeio. Mas com tempo e insistência no treino, a tendência é que o cão comece a perceber que a recompensa por se portar de forma calma será, justamente, sair para um bom passeio!
Na rua
Antes de mais nada, importante lembrar que nunca se deve caminhar com o cão sem guia, passe na Papá de Bicho e adquira sua guia adequada para seu cão. Isto pode causar graves acidentes.
Para evitar um passeio com puxões o tempo todo, uma boa técnica a ser utilizada é a do “ziguezague”: quando o cachorro começar a puxar na direção em que deseja, o dono deve frustrá-lo, virando-se rapidamente para o lado contrário. Com isso, o cão começará a notar que o passeio fica muito sem graça e irá prestar mais atenção no dono, para saber que direção deve tomar. Todas as vezes que o cachorro prestar atenção no condutor, deve ser bastante elogiado, para que perceba que este é o segredo para uma caminhada bem legal!
A recompensa nestes momentos é fundamental: muitos elogios, um petisco gostoso toda vez que o cão estiver prestando atenção no dono e andando ao seu lado.
Guia de cabeça
A chamada “guia de cabeça”, também chamada de "gentle leader", funciona como um “cabrestinho” e permite ao dono virar a cabeça do cão para o outro lado quando este estiver puxando muito. Não é necessário o uso de força e seu uso costuma ser muito bom, quando o cão se acostuma com ela, o que deve ocorrer de forma gradual e sempre associada a coisas boas. A Papá de Bicho possui também este tipo de Guia!
Com paciência e consistência nos treinos, o passeio, tão importante para qualquer cão, acaba se tornando um momento de prazerosa interação entre cachorro e dono!
Texto: Cassia Rabelo Cardoso dos Santos (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
Mas, por outro lado, quem nunca passou pela experiência de tentar fazer um passeio calmo e tranquilo com seu cãozinho e de repente, ser praticamente derrubado no chão quando o peludo vê algo interessante um pouco mais à frente e sai logo puxando?
Esta é uma situação bastante comum, que pode acontecer tanto com cachorros grandes quanto com os pequenos. Mas há solução e, com treinos e disciplina, é possível tornar o passeio agradável para as pessoas e, principalmente, para os cães!
O passeio começa em casa
Antes de sair com o cão, é muito importante que todo o ritual que antecede este momento seja feito de forma calma e tranquila: pegar e colocar a guia, passar pela porta, chegar à rua. Muitos gostam da imensa excitação de seu amigo só de ver a guia ser manipulada! Mas isso não faz bem ao cão, que entra em um estágio de ansiedade que tende a se estender para o passeio na rua...
Por isso, tudo deve ser feito devagar, em tom de voz baixo e calmo. Se o cão se agitar, é importante parar tudo, largar a guia e só retomar as providências para sair quando ele estiver bem tranquilo.
No início, este treino pode parecer impossível, especialmente para cachorros já muito adaptados a tamanha “bagunça” na hora da saída para o passeio. Mas com tempo e insistência no treino, a tendência é que o cão comece a perceber que a recompensa por se portar de forma calma será, justamente, sair para um bom passeio!
Na rua
Antes de mais nada, importante lembrar que nunca se deve caminhar com o cão sem guia, passe na Papá de Bicho e adquira sua guia adequada para seu cão. Isto pode causar graves acidentes.
Para evitar um passeio com puxões o tempo todo, uma boa técnica a ser utilizada é a do “ziguezague”: quando o cachorro começar a puxar na direção em que deseja, o dono deve frustrá-lo, virando-se rapidamente para o lado contrário. Com isso, o cão começará a notar que o passeio fica muito sem graça e irá prestar mais atenção no dono, para saber que direção deve tomar. Todas as vezes que o cachorro prestar atenção no condutor, deve ser bastante elogiado, para que perceba que este é o segredo para uma caminhada bem legal!
A recompensa nestes momentos é fundamental: muitos elogios, um petisco gostoso toda vez que o cão estiver prestando atenção no dono e andando ao seu lado.
Guia de cabeça
A chamada “guia de cabeça”, também chamada de "gentle leader", funciona como um “cabrestinho” e permite ao dono virar a cabeça do cão para o outro lado quando este estiver puxando muito. Não é necessário o uso de força e seu uso costuma ser muito bom, quando o cão se acostuma com ela, o que deve ocorrer de forma gradual e sempre associada a coisas boas. A Papá de Bicho possui também este tipo de Guia!
Com paciência e consistência nos treinos, o passeio, tão importante para qualquer cão, acaba se tornando um momento de prazerosa interação entre cachorro e dono!
Texto: Cassia Rabelo Cardoso dos Santos (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
sábado, 28 de julho de 2012
Promoção para melhora da pelagem de seu animal
A Papá de Bicho coloca em promoção o Allerderm visando uma melhora na pelagem de seu animal.
Para animais de até 10kg a Pipeta de Allerderm 02ml sai por apenas R$ 15,00
Para animais acima de 10kg a Pipeta de Allerderm 04ml sai por apenas R$ 18,00
Allerderm Spot-On é indicado para melhorar as condições da pele e pelagem dos cães e gatos. Deixa a pele mais hidratada e os pelos com mais brilho.
Propriedades
O Allerderm Spot-On contém um complexo lipídico para a pele, uma mistura exclusiva de ceramidas e ácidos graxos similares aos encontrados na pele normal e saudável dos felinos e caninos. O Allerderm Spot-On mantém a integridade e o equilibrio da pele e sua aplicação auxilia na manutenção da função da epiderme resultando em maior hidratação e menor sensibilidade.
Vantagens
• Terapia tópica fácil de usar que ajuda a reparar e restabelecer a barreira epidérmica em cães e gatos dermatopatas.
• Possui composição e estrutura semelhante aos lipídeos encontrado na barreira epidérmica (ceramidas, ácidos graxos e colesterol).
• Ajuda a corrigir a anormalidade lipídica do estrato córneo.
• Ajuda na reparação e defesa da pele.
• Aumenta a hidratação e a proteção.
• Complementa as opções terapêuticas convencionais para o tratamento das dermatopatias alérgicas, sem produzir interferência.
Precauções
Allerdem Spot-On pode ser aplicado logo após o banho, desde que a pelagem do animal esteja completamente seca. Para melhores resultados, recomenda-se não banhar o animal por 3 dias após a aplicação.
Conservar em local seco e fresco, em temperatura de até 25°C ao abrigo da luz solar direta, fora do alcance das crianças e animais domésticos.
Para animais de até 10kg a Pipeta de Allerderm 02ml sai por apenas R$ 15,00
Para animais acima de 10kg a Pipeta de Allerderm 04ml sai por apenas R$ 18,00
Allerderm Spot-On é indicado para melhorar as condições da pele e pelagem dos cães e gatos. Deixa a pele mais hidratada e os pelos com mais brilho.
Propriedades
O Allerderm Spot-On contém um complexo lipídico para a pele, uma mistura exclusiva de ceramidas e ácidos graxos similares aos encontrados na pele normal e saudável dos felinos e caninos. O Allerderm Spot-On mantém a integridade e o equilibrio da pele e sua aplicação auxilia na manutenção da função da epiderme resultando em maior hidratação e menor sensibilidade.
Vantagens
• Terapia tópica fácil de usar que ajuda a reparar e restabelecer a barreira epidérmica em cães e gatos dermatopatas.
• Possui composição e estrutura semelhante aos lipídeos encontrado na barreira epidérmica (ceramidas, ácidos graxos e colesterol).
• Ajuda a corrigir a anormalidade lipídica do estrato córneo.
• Ajuda na reparação e defesa da pele.
• Aumenta a hidratação e a proteção.
• Complementa as opções terapêuticas convencionais para o tratamento das dermatopatias alérgicas, sem produzir interferência.
Precauções
Allerdem Spot-On pode ser aplicado logo após o banho, desde que a pelagem do animal esteja completamente seca. Para melhores resultados, recomenda-se não banhar o animal por 3 dias após a aplicação.
Conservar em local seco e fresco, em temperatura de até 25°C ao abrigo da luz solar direta, fora do alcance das crianças e animais domésticos.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Quando For Realizar a Limpeza de Carretilhas e Molinetes
Cuidados com seu equipamento
DICA IMPORTANTE: Quando For Realizar a Limpeza de Carretilhas e Molinetes
Nunca use: Graxa Grafitada (cinza), ela desgasta todas as peças internas provocando folgas e conseqüentemente quebras;
Nunca use: Vaselina em Pasta ou Líquida, ela não é feita para operar nas temperaturas de operação de um molinete, ficam líquidas, gosmentas e passam de lubrificantes para abrasivos;
Nunca use: Graxa Tipo Molicote ou outras, endurecem com o tempo deixando o equipamento totalmente isento de lubrificação;
Só use: Graxa Azul, Branca, Verde ou Vermelha, próprias para rolamentos, altas temperaturas, que não se soltam com o arrasto de água e aceitam muito bem o nosso clima;
Só coloque graxa nos dentes das engrenagens, não coloque em excesso, ela só ocupará espaço e pode até diminuir a vida útil do equipamento. Vou explicar: Tudo que gira e tem atrito produz calor, certo? Os molinetes normalmente ficam expostos ao sol escaldante por várias horas, certo? Bem, já foi provado por experiências nos laboratórios dos grandes fabricantes que um molinete em operação normal num dia quente de verão pode atingir uma temperatura interna de aproximadamente 60 a 70 graus centígrados.
Bem, se o molinete estiver cheio de graxa não haverá espaço para a troca de temperatura entre o ar e os mecanismos internos do equipamento, vital para a diminuição da temperatura, por não existir espaço vazio entre eles. Existindo o ar, haverá esta troca e os materiais não irão se alterar com as temperaturas atingidas, pois elas estarão controladas e baixas.
Não esqueça: graxa demais é prejudicial a qualquer tipo de equipamento. Não use nenhum tipo de óleo spray desengripante, são todos ácidos e atacam vários materiais .
Cuidados Com Carretilhas
Na borda da tampa lateral onde fica a manivela e a estrela da fricção, existem dois ou três parafusos (dependem do modelo e do fabricante) que são salientes e ásperos, possuindo uma fenda larga para poder ser removido até com o uso de uma moeda. Com cuidado solte estes parafusos e afaste a tampa do corpo central. Ela vai sair com tudo, manivela, fricção e demais parafusos. Pronto, você já pode tirar o carretel e lavar junto com a linha.
Cuidados a serem tomados na operação anterior:
A) Alguns modelos possuem na parte superior do carretel , pequenas peças móveis que fazem o freio centrífugo (parecem com pedacinhos de plástico ou de fio elétrico). Retire estas peças com cuidado e as guarde para posterior montagem;
B) Olhe na parte lateral do carretel em ambos os lados (onde fica o eixo) e veja se internamente não existem rolamentos. Caso existam, lembrem-se que não podem ser molhados. Tire-os com cuidado, uns possuem pequenas travas e outros só estão colocados sob peças plásticas que apenas estão encaixadas, é só tirar a peça que o antecede e puxar o rolamento. Feito isto é só lavar o carretel. Os rolamentos devem ser limpos com querosene, pois o mesmo possui óleo que não resseca as peças, depois tem que ser lubrificados com óleo fino e colocados de lado para aguardarem a sua recolocação no final.
Sobrou o restante do corpo da Carretilha. Usando uma escova de dente velha, coloque algumas gotas de óleo fino e mãos a obra, limpe tudo que possa estar grudado no equipamento e não deixe nenhum cantinho sujo, com areia, com cristais de sal, terra, escamas ou outro material.
Usando a mesma escova, limpe muito bem o eixo sem fim, onde corre o carro do distribuidor de linha. Ë uma peça delicada e deve estar sempre limpa.
Feito tudo isto, limpe tudo com um pano seco, coloque graxa no eixo sem fim, monte o carretel da mesma maneira que estava anteriormente e fixe os parafusos.
Verifique se não sobrou nenhuma peça e em hipótese nenhuma tire os outros parafusos existentes nas tampas, nunca abra sua carretilha além do que foi explicado, elas são complexas e possuem peças pequenas, delicadas e molas que voam quando as tampas são tiradas.
Cuidados Com Molinetes
O maior erro que a maioria dos pescadores comete quando diz que vai fazer a limpeza de seu molinete logo que acaba de pescar (quando faz!!!) é quando lava o equipamento. Antigamente os molinetes não tinham rolamentos, usavam buchas de bronze, de teflon ou o eixo da coroa girava em bucha feita na própria carcaça do molinete, resumindo, podia molhar a vontade que não tinha nada para estragar, dava para terminar de pescar, colocar dentro de um balde com água e pegar só no dia da próxima pescaria que estava tudo bem. Hoje é diferente, eles usam vários rolamentos, com no mínimo 1, e encontramos molinetes até com 9 rolamentos ou mais, mecanismo que não são nada mais que dois anéis de metal com esferas internas de ferro entre eles que facilitam o manuseio do equipamento e dão mais suavidade, pois provocam menos atrito. O contato das esferas internas com a água provoca ferrugem (oxidação) que dependendo do tipo e qualidade do rolamento, uma simples entrada de água é capaz de danificar, provocar barulho, engripar e até travar por completo, pois além da água existe o cloro que é um grande agente oxidante e se o molinete caiu na água temos ainda para ajudar, a areia, a terra, e se for no mar, o sal que é um dos maiores inimigos dos rolamentos e de qualquer tipo de material ferroso. Tudo isto acaba fazendo com que o mesmo tenha que ser trocado e como na maioria eles são importados,o custo acaba inviabilizando por completo este serviço, já que quando são vários o conserto fica mais caro que o próprio molinete. Bem, então o que fazer?
Ao chegar em casa a primeira coisa a fazer é tirar o carretel e colocar em água corrente para limpar a linha e tirar qualquer tipo de resíduo que possa danificar o carretel, ainda mais se for de alumínio e a falta de limpeza pode provocar uma corrosão terrível no equipamento que chega até a furar por falta de cuidado. Também tem o problema da linha, que tem que estar sempre limpa para não perder suas características e assim durar muito mais. Troque a linha sempre que perder o brilho e ficar opaca,ela estará velha e ressecada, irá romper sobre qualquer pressão.
Com um pano levemente úmido ao ponto de, se torcido não provoque pingos, limpe todo o lado externo do molinete, todas as frestas, reentrâncias e saliências; com a ajuda de uma faquinha ou de uma chave de fenda, não deixe nenhum lugar sujo ou fedendo a isca.
Girando o botão que fica do lado oposto ao da manivela, gire-o até que a mesma se solte do corpo do molinete. O que encontramos e vemos? Dos dois lados a parte superior da coroa e a lateral da carcaça do molinete. Olhe entre os dois, ou encontrará um rolamento ou algum tipo de bucha de outro material. Pegue um óleo fino de máquina, mas do bom, não queira economizar com estes de segunda linha que vendem por ai e pingue uma única gota de cada lado sobre o rolamento ou bucha. Coloque a manivela e gire por várias vezes até perceber que está lubrificado, mas é uma gota só, óleo demais também prejudica.
Retire novamente a manivela, limpe-a usando uma escova de dente velha com uma gota de óleo e não deixe nenhum tipo de resíduo que depois de seco possa engripar e atrapalhar seu uso. Coloque também uma gota de óleo no eixo da manopla da manivela, se não o conhece, é o local que você segura quando vira a manivela para recolher a linha. Agora pode colocar tudo no lugar novamente.
Agora vem a parte mais chata, é o rolete, aquela pecinha que gira e fica no pé da alça, onde a linha passa quando sai do carretel e vai para os passadores da vara. Sabe, quando recolhemos a linha trazemos junto água que vai imediatamente para dentro do rolete, onde em alguns tipos é de bucha e em outros têm rolamentos, estes que por sinal são caríssimos pois seus tamanhos são reduzidos e são difíceis de encontrar. Tenha paciência, pingue uma gota de óleo de cada lado do rolete verificando se a mesma entrou por detrás dele e com o auxílio de um pano limpo, enrole-o bem fino, passe pelo rolete e faça com que ele gire até que perceba que está totalmente livre e desimpedido de funcionar. Quando estiver em ordem, lubrifique novamente para deixar uma camada de óleo como proteção, pois é um local de difícil acesso e o molinete ficará guardado por um longo período até ser novamente usado, e se esta etapa não for bem feita, com certeza ele não vai estar funcionando pois estará travado, ocasionando um sulco em sua lateral provocado pelo atrito entre a linha e o metal, até que ela se prenda neste pequeno corte e comece a arrebentar sem maiores explicações.
Está quase no fim. Girando a manivela observe o eixo onde se coloca o carretel subir e descer. Quando estiver com a maior parte de seu corpo para fora, pare e pingue uma gota de óleo nele, gire novamente a manivela por várias vezes até que fique lubrificado.
Pingue uma gota de óleo em todas as partes móveis, alça, botão da trava, parafusos, etc. Movimente todas essas peças e por fim limpe todo o molinete com um pano bem seco que não solte fiapos, espere o carretel secar, recoloque-o novamente no lugar e sempre deixando a fricção bem solta, guarde-o em um saco de pano para que fique longe de poeira, mas ao mesmo tempo respire e não fique em local abafado.
DICA IMPORTANTE: Quando For Realizar a Limpeza de Carretilhas e Molinetes
Nunca use: Graxa Grafitada (cinza), ela desgasta todas as peças internas provocando folgas e conseqüentemente quebras;
Nunca use: Vaselina em Pasta ou Líquida, ela não é feita para operar nas temperaturas de operação de um molinete, ficam líquidas, gosmentas e passam de lubrificantes para abrasivos;
Nunca use: Graxa Tipo Molicote ou outras, endurecem com o tempo deixando o equipamento totalmente isento de lubrificação;
Só use: Graxa Azul, Branca, Verde ou Vermelha, próprias para rolamentos, altas temperaturas, que não se soltam com o arrasto de água e aceitam muito bem o nosso clima;
Só coloque graxa nos dentes das engrenagens, não coloque em excesso, ela só ocupará espaço e pode até diminuir a vida útil do equipamento. Vou explicar: Tudo que gira e tem atrito produz calor, certo? Os molinetes normalmente ficam expostos ao sol escaldante por várias horas, certo? Bem, já foi provado por experiências nos laboratórios dos grandes fabricantes que um molinete em operação normal num dia quente de verão pode atingir uma temperatura interna de aproximadamente 60 a 70 graus centígrados.
Bem, se o molinete estiver cheio de graxa não haverá espaço para a troca de temperatura entre o ar e os mecanismos internos do equipamento, vital para a diminuição da temperatura, por não existir espaço vazio entre eles. Existindo o ar, haverá esta troca e os materiais não irão se alterar com as temperaturas atingidas, pois elas estarão controladas e baixas.
Não esqueça: graxa demais é prejudicial a qualquer tipo de equipamento. Não use nenhum tipo de óleo spray desengripante, são todos ácidos e atacam vários materiais .
Cuidados Com Carretilhas
Na borda da tampa lateral onde fica a manivela e a estrela da fricção, existem dois ou três parafusos (dependem do modelo e do fabricante) que são salientes e ásperos, possuindo uma fenda larga para poder ser removido até com o uso de uma moeda. Com cuidado solte estes parafusos e afaste a tampa do corpo central. Ela vai sair com tudo, manivela, fricção e demais parafusos. Pronto, você já pode tirar o carretel e lavar junto com a linha.
Cuidados a serem tomados na operação anterior:
A) Alguns modelos possuem na parte superior do carretel , pequenas peças móveis que fazem o freio centrífugo (parecem com pedacinhos de plástico ou de fio elétrico). Retire estas peças com cuidado e as guarde para posterior montagem;
B) Olhe na parte lateral do carretel em ambos os lados (onde fica o eixo) e veja se internamente não existem rolamentos. Caso existam, lembrem-se que não podem ser molhados. Tire-os com cuidado, uns possuem pequenas travas e outros só estão colocados sob peças plásticas que apenas estão encaixadas, é só tirar a peça que o antecede e puxar o rolamento. Feito isto é só lavar o carretel. Os rolamentos devem ser limpos com querosene, pois o mesmo possui óleo que não resseca as peças, depois tem que ser lubrificados com óleo fino e colocados de lado para aguardarem a sua recolocação no final.
Sobrou o restante do corpo da Carretilha. Usando uma escova de dente velha, coloque algumas gotas de óleo fino e mãos a obra, limpe tudo que possa estar grudado no equipamento e não deixe nenhum cantinho sujo, com areia, com cristais de sal, terra, escamas ou outro material.
Usando a mesma escova, limpe muito bem o eixo sem fim, onde corre o carro do distribuidor de linha. Ë uma peça delicada e deve estar sempre limpa.
Feito tudo isto, limpe tudo com um pano seco, coloque graxa no eixo sem fim, monte o carretel da mesma maneira que estava anteriormente e fixe os parafusos.
Verifique se não sobrou nenhuma peça e em hipótese nenhuma tire os outros parafusos existentes nas tampas, nunca abra sua carretilha além do que foi explicado, elas são complexas e possuem peças pequenas, delicadas e molas que voam quando as tampas são tiradas.
Cuidados Com Molinetes
O maior erro que a maioria dos pescadores comete quando diz que vai fazer a limpeza de seu molinete logo que acaba de pescar (quando faz!!!) é quando lava o equipamento. Antigamente os molinetes não tinham rolamentos, usavam buchas de bronze, de teflon ou o eixo da coroa girava em bucha feita na própria carcaça do molinete, resumindo, podia molhar a vontade que não tinha nada para estragar, dava para terminar de pescar, colocar dentro de um balde com água e pegar só no dia da próxima pescaria que estava tudo bem. Hoje é diferente, eles usam vários rolamentos, com no mínimo 1, e encontramos molinetes até com 9 rolamentos ou mais, mecanismo que não são nada mais que dois anéis de metal com esferas internas de ferro entre eles que facilitam o manuseio do equipamento e dão mais suavidade, pois provocam menos atrito. O contato das esferas internas com a água provoca ferrugem (oxidação) que dependendo do tipo e qualidade do rolamento, uma simples entrada de água é capaz de danificar, provocar barulho, engripar e até travar por completo, pois além da água existe o cloro que é um grande agente oxidante e se o molinete caiu na água temos ainda para ajudar, a areia, a terra, e se for no mar, o sal que é um dos maiores inimigos dos rolamentos e de qualquer tipo de material ferroso. Tudo isto acaba fazendo com que o mesmo tenha que ser trocado e como na maioria eles são importados,o custo acaba inviabilizando por completo este serviço, já que quando são vários o conserto fica mais caro que o próprio molinete. Bem, então o que fazer?
Ao chegar em casa a primeira coisa a fazer é tirar o carretel e colocar em água corrente para limpar a linha e tirar qualquer tipo de resíduo que possa danificar o carretel, ainda mais se for de alumínio e a falta de limpeza pode provocar uma corrosão terrível no equipamento que chega até a furar por falta de cuidado. Também tem o problema da linha, que tem que estar sempre limpa para não perder suas características e assim durar muito mais. Troque a linha sempre que perder o brilho e ficar opaca,ela estará velha e ressecada, irá romper sobre qualquer pressão.
Com um pano levemente úmido ao ponto de, se torcido não provoque pingos, limpe todo o lado externo do molinete, todas as frestas, reentrâncias e saliências; com a ajuda de uma faquinha ou de uma chave de fenda, não deixe nenhum lugar sujo ou fedendo a isca.
Girando o botão que fica do lado oposto ao da manivela, gire-o até que a mesma se solte do corpo do molinete. O que encontramos e vemos? Dos dois lados a parte superior da coroa e a lateral da carcaça do molinete. Olhe entre os dois, ou encontrará um rolamento ou algum tipo de bucha de outro material. Pegue um óleo fino de máquina, mas do bom, não queira economizar com estes de segunda linha que vendem por ai e pingue uma única gota de cada lado sobre o rolamento ou bucha. Coloque a manivela e gire por várias vezes até perceber que está lubrificado, mas é uma gota só, óleo demais também prejudica.
Retire novamente a manivela, limpe-a usando uma escova de dente velha com uma gota de óleo e não deixe nenhum tipo de resíduo que depois de seco possa engripar e atrapalhar seu uso. Coloque também uma gota de óleo no eixo da manopla da manivela, se não o conhece, é o local que você segura quando vira a manivela para recolher a linha. Agora pode colocar tudo no lugar novamente.
Agora vem a parte mais chata, é o rolete, aquela pecinha que gira e fica no pé da alça, onde a linha passa quando sai do carretel e vai para os passadores da vara. Sabe, quando recolhemos a linha trazemos junto água que vai imediatamente para dentro do rolete, onde em alguns tipos é de bucha e em outros têm rolamentos, estes que por sinal são caríssimos pois seus tamanhos são reduzidos e são difíceis de encontrar. Tenha paciência, pingue uma gota de óleo de cada lado do rolete verificando se a mesma entrou por detrás dele e com o auxílio de um pano limpo, enrole-o bem fino, passe pelo rolete e faça com que ele gire até que perceba que está totalmente livre e desimpedido de funcionar. Quando estiver em ordem, lubrifique novamente para deixar uma camada de óleo como proteção, pois é um local de difícil acesso e o molinete ficará guardado por um longo período até ser novamente usado, e se esta etapa não for bem feita, com certeza ele não vai estar funcionando pois estará travado, ocasionando um sulco em sua lateral provocado pelo atrito entre a linha e o metal, até que ela se prenda neste pequeno corte e comece a arrebentar sem maiores explicações.
Está quase no fim. Girando a manivela observe o eixo onde se coloca o carretel subir e descer. Quando estiver com a maior parte de seu corpo para fora, pare e pingue uma gota de óleo nele, gire novamente a manivela por várias vezes até que fique lubrificado.
Pingue uma gota de óleo em todas as partes móveis, alça, botão da trava, parafusos, etc. Movimente todas essas peças e por fim limpe todo o molinete com um pano bem seco que não solte fiapos, espere o carretel secar, recoloque-o novamente no lugar e sempre deixando a fricção bem solta, guarde-o em um saco de pano para que fique longe de poeira, mas ao mesmo tempo respire e não fique em local abafado.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Presidente Dilma Rousseff sanciona lei dos genéricos veterinários
No dia 20 de julho, a presidente Dilma Rousseff sancionou o Projeto de Lei 1.080/2003, que prevê a criação de medicamentos genéricos veterinários com veto parcial a alguns dispositivos aprovados pelo Congresso Nacional.
A nova Lei n° 12.689/2012 altera o Decreto-Lei no 467/1969, para estabelecer o medicamento genérico de uso veterinário. O novo texto dispõe sobre o registro, a aquisição pelo poder público, a prescrição, a fabricação, o regime econômico-fiscal, a distribuição e a dispensação deste tipo de medicamento, bem como sobre a promoção de programas de desenvolvimento técnico-científico e de incentivo à cooperação técnica para aferição da qualidade e da eficácia de produtos farmacêuticos de uso veterinário.
No dia 26 de junho, a Câmara dos Deputados aprovou em plenário o Projeto de Lei (PL) 1080/03, que cria os medicamentos genéricos veterinários, de autoria do senador Benedito de Lira (PP-AL). A iniciativa tem o apoio do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), que se preocupa com a questão de operacionalização, principalmente em relação à definição dos produtos de referência.
ENTENDA:
Conheça o veto parcial aos dispositivos apresentados pelo Congresso Nacional, por contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade. O Senado Federal e a Câmara dos Deputados, por meio de uma comissão mista, terão 20 dias para analisar e relatar sobre o veto presidencial.
§ 1o do art. 3o
“§ 1o Nas aquisições a que se refere o caput deste artigo, o medicamento genérico de uso veterinário, quando houver, terá preferência sobre os demais, em condições de igualdade de preço.”
Razão do veto
“A preferência proposta prejudica o incentivo à competitividade e à redução dos preços dos medicamentos de uso veterinário, o que contraria o escopo mais abrangente da proposição.”
Os Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Fazenda manifestaram-se pelo veto ao seguinte dispositivo:
Caput do art. 5o
“Art. 5o É o Poder Executivo federal, por intermédio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, autorizado a adotar medidas especiais relacionadas com o registro, a fabricação, o regime econômico-fiscal, a distribuição e a dispensação de medicamentos genéricos de uso veterinário, com a finalidade de estimular seu uso no País.”
Razão do veto
“A adoção de medidas relacionadas a regime econômico-fiscal, em especial as de natureza tributária, é atribuição do Ministério da Fazenda, conforme consta do Decreto no 7.482, de 16 de maio de 2011, sendo atribuição privativa do Presidente da República a redistribuição de competências entre órgãos do Poder Executivo Federal, nos termos dos arts. 61, § 1o, incido II, alínea ‘e’ e 84, inciso VI, alínea ‘a’, da Constituição.”
Já o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento opinou, ainda, pelo veto ao seguinte dispositivo:
Art. 6o do Decreto-Lei no 467, de 13 de fevereiro de 1969, alterado pelo art. 1o do projeto de lei
“Art. 6o As infrações ao disposto neste Decreto-Lei e no respectivo regulamento ficam sujeitas às sanções estabelecidas na Lei no 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo das sanções penais cabíveis.”
Razão do veto
“A referência à legislação sanitária federal, no que tange às sanções aplicáveis, permite a interpretação errônea de que a competência para disciplinar e fiscalizar os produtos de uso veterinário está sendo transferida do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para o Ministério da Saúde”.
A nova Lei n° 12.689/2012 altera o Decreto-Lei no 467/1969, para estabelecer o medicamento genérico de uso veterinário. O novo texto dispõe sobre o registro, a aquisição pelo poder público, a prescrição, a fabricação, o regime econômico-fiscal, a distribuição e a dispensação deste tipo de medicamento, bem como sobre a promoção de programas de desenvolvimento técnico-científico e de incentivo à cooperação técnica para aferição da qualidade e da eficácia de produtos farmacêuticos de uso veterinário.
No dia 26 de junho, a Câmara dos Deputados aprovou em plenário o Projeto de Lei (PL) 1080/03, que cria os medicamentos genéricos veterinários, de autoria do senador Benedito de Lira (PP-AL). A iniciativa tem o apoio do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), que se preocupa com a questão de operacionalização, principalmente em relação à definição dos produtos de referência.
ENTENDA:
Conheça o veto parcial aos dispositivos apresentados pelo Congresso Nacional, por contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade. O Senado Federal e a Câmara dos Deputados, por meio de uma comissão mista, terão 20 dias para analisar e relatar sobre o veto presidencial.
§ 1o do art. 3o
“§ 1o Nas aquisições a que se refere o caput deste artigo, o medicamento genérico de uso veterinário, quando houver, terá preferência sobre os demais, em condições de igualdade de preço.”
Razão do veto
“A preferência proposta prejudica o incentivo à competitividade e à redução dos preços dos medicamentos de uso veterinário, o que contraria o escopo mais abrangente da proposição.”
Os Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Fazenda manifestaram-se pelo veto ao seguinte dispositivo:
Caput do art. 5o
“Art. 5o É o Poder Executivo federal, por intermédio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, autorizado a adotar medidas especiais relacionadas com o registro, a fabricação, o regime econômico-fiscal, a distribuição e a dispensação de medicamentos genéricos de uso veterinário, com a finalidade de estimular seu uso no País.”
Razão do veto
“A adoção de medidas relacionadas a regime econômico-fiscal, em especial as de natureza tributária, é atribuição do Ministério da Fazenda, conforme consta do Decreto no 7.482, de 16 de maio de 2011, sendo atribuição privativa do Presidente da República a redistribuição de competências entre órgãos do Poder Executivo Federal, nos termos dos arts. 61, § 1o, incido II, alínea ‘e’ e 84, inciso VI, alínea ‘a’, da Constituição.”
Já o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento opinou, ainda, pelo veto ao seguinte dispositivo:
Art. 6o do Decreto-Lei no 467, de 13 de fevereiro de 1969, alterado pelo art. 1o do projeto de lei
“Art. 6o As infrações ao disposto neste Decreto-Lei e no respectivo regulamento ficam sujeitas às sanções estabelecidas na Lei no 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo das sanções penais cabíveis.”
Razão do veto
“A referência à legislação sanitária federal, no que tange às sanções aplicáveis, permite a interpretação errônea de que a competência para disciplinar e fiscalizar os produtos de uso veterinário está sendo transferida do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para o Ministério da Saúde”.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Alvo para combater a Leishmaniose é identificado
Um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com cientistas do Departamento de Microbiologia Molecular da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, pode contribuir para o desenvolvimento de um novo fármaco que possa impedir que o parasita causador da doença infecte e se prolifere em humanos.
Os pesquisadores demonstraram pela primeira vez a importância da localização de uma enzima dentro do glicossoma – organelas exclusivas da família dos tripanosomatídeos, a qual as Leishmanias pertencem – do parasita causador da doença, que pode ser um potencial alvo para impedir o crescimento do protozoário.
Nos últimos anos, o grupo de pesquisadores da USP tem se dedicado a entender como o parasita causador da leishmaniose se relaciona com o homem e quais materiais utiliza para assegurar sua sobrevivência ao infectar um hospedeiro.
Um desses materiais identificados pelos pesquisadores de diferentes países que estudam a doença é a arginase – enzima de uma via metabólica das Leishmanias que é fundamental para o crescimento do parasita e está compartimentada em seu glicossoma.
Na pesquisa realizada em parceria com cientistas dos Estados Unidos, foi demonstrada que a compartimentalização adequada da arginase no glicossoma da Leishmania amazonensis é importante para a atividade e para possibilitar que o parasita infecte o hospedeiro.
“Demonstramos que a localização da arginase é importante dentro da fisiologia celular do parasita”, disse Lucile Maria Floeter-Winter, professora do IB e coordenadora do projeto.
Segundo Floeter-Winter, as constatações feitas no estudo abrem a possibilidade de se interferir no ciclo da doença, utilizando um novo medicamento que consiga inibir a enzima do parasita, por exemplo, de modo a interromper a infecção.
“A descoberta mais importante deste estudo foi identificar a importância da localização da arginase, que é um alvo importante para impedir que o parasita cresça em mamíferos”, avaliou Floeter-Winter.
A leishmaniose é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma das chamadas “doenças negligenciadas”, por atingir populações pobres de países em desenvolvimento e, por isso mesmo, não receber a devida atenção da indústria farmacêutica para pesquisa de novos medicamentos.
Os resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP por meio de um Projeto Temático, foram publicados na revista PLoS One e apresentados em uma conferência realizada no dia 22 de julho durante a 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada até o dia 27 no campus da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís.
Inibir a arginase
Segundo Floeter-Winter, para que possa ser mais eficaz do que os tratamentos utilizados, uma nova droga para combater a Leishmaniose deverá percorrer todo a trajetória de desenvolvimento do parasita e, por conseguinte, da enzima arginase.
“Como essa enzima está compartimentalizada dentro do glicossoma, do parasita na forma amastigota, do fagolissomo (lisossomo que realiza fagocitose) e dentro do macrófago, uma nova droga ou fármaco para Leishmaniose deverá fazer todo esse percurso para inibir a arginase: atravessar a membrana do macrófago, do fagossomo, do parasita e do glicossoma. E isso representa um caminho árduo”, avaliou.
Fonte: Agência FAPESP.
Os pesquisadores demonstraram pela primeira vez a importância da localização de uma enzima dentro do glicossoma – organelas exclusivas da família dos tripanosomatídeos, a qual as Leishmanias pertencem – do parasita causador da doença, que pode ser um potencial alvo para impedir o crescimento do protozoário.
Nos últimos anos, o grupo de pesquisadores da USP tem se dedicado a entender como o parasita causador da leishmaniose se relaciona com o homem e quais materiais utiliza para assegurar sua sobrevivência ao infectar um hospedeiro.
Um desses materiais identificados pelos pesquisadores de diferentes países que estudam a doença é a arginase – enzima de uma via metabólica das Leishmanias que é fundamental para o crescimento do parasita e está compartimentada em seu glicossoma.
Na pesquisa realizada em parceria com cientistas dos Estados Unidos, foi demonstrada que a compartimentalização adequada da arginase no glicossoma da Leishmania amazonensis é importante para a atividade e para possibilitar que o parasita infecte o hospedeiro.
“Demonstramos que a localização da arginase é importante dentro da fisiologia celular do parasita”, disse Lucile Maria Floeter-Winter, professora do IB e coordenadora do projeto.
Segundo Floeter-Winter, as constatações feitas no estudo abrem a possibilidade de se interferir no ciclo da doença, utilizando um novo medicamento que consiga inibir a enzima do parasita, por exemplo, de modo a interromper a infecção.
“A descoberta mais importante deste estudo foi identificar a importância da localização da arginase, que é um alvo importante para impedir que o parasita cresça em mamíferos”, avaliou Floeter-Winter.
A leishmaniose é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma das chamadas “doenças negligenciadas”, por atingir populações pobres de países em desenvolvimento e, por isso mesmo, não receber a devida atenção da indústria farmacêutica para pesquisa de novos medicamentos.
Os resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP por meio de um Projeto Temático, foram publicados na revista PLoS One e apresentados em uma conferência realizada no dia 22 de julho durante a 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada até o dia 27 no campus da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís.
Inibir a arginase
Segundo Floeter-Winter, para que possa ser mais eficaz do que os tratamentos utilizados, uma nova droga para combater a Leishmaniose deverá percorrer todo a trajetória de desenvolvimento do parasita e, por conseguinte, da enzima arginase.
“Como essa enzima está compartimentalizada dentro do glicossoma, do parasita na forma amastigota, do fagolissomo (lisossomo que realiza fagocitose) e dentro do macrófago, uma nova droga ou fármaco para Leishmaniose deverá fazer todo esse percurso para inibir a arginase: atravessar a membrana do macrófago, do fagossomo, do parasita e do glicossoma. E isso representa um caminho árduo”, avaliou.
Fonte: Agência FAPESP.
Promoção - Roupinhas do Brasil
A Papá de Bicho pensando nas OLIMPÍADAS DE LONDRES 2012, que tem seu início hoje, coloca em promoção suas roupinhas com as cores do BRASIL.
Vestidos para as cadelinhas e camisetinhas para os machos, de vários tamanhos!!!
Passe na Rua General Telles, 290 - Estação/ Franca-SP e compre a sua para torcer pelo BRASIL nestas OLIMPÍADAS!!
OBS: Foto da roupinha meramente ilustrativa!
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